MioJo com Pipoca

Things that I can't keep just for myself.

Não posso classificar esse momento como nada menos que perfeito. Estamos jantando, em meio a amigos e etc. E ela ao meu lado, descansando sua mão dentro de minha calça, acariciando meu membro. Suave, com uma expressão corriqueira em seu rosto, tratando aquele instante, como o que é pra nós: Um simples acariciar de corpos. 

Não sei como algumas pessoas ainda tratam isso como algo feio ou de baixo pudor. São dois indivíduos com sentimentos um pelo outro, trocando concretizações de suas paixões. O mesmo que um beijo, ou um cafuné. Enfim, as pessoas ainda são muito presas a dogmas…

Não posso negar, não há carinho que me acalme mais. O meu dia pode ter sido horrível, mas se quando eu chegar em casa, ela sentar comigo, e sem que eu precise expressar qualquer tipo de vontade, abre o botão de minha veste, desce o zíper e deita sua mão sobre meu pênis, revezando entre minhas bolas e o próprio… Pronto, nada mais tem importância. Ela acabou completamente com meu estresse.

Eu olho para seu rosto, e ela entende que aquele singular olhar diz o quanto és perfeita pra mim. Ela me entende de modo tão completo. Palavras seriam supérfluas nesse instante… A partir disso, apenas carícias e suas recíprocas, provando para o outro, o quanto nos gostamos. 

Não entendo como ainda existem pessoas que tratam coisas assim, como vulgar… É lindo.

-rafa Jordão

A manhã se inicia com o latejar de minhas cabeças, uma implorando por água, e a outra, implorando pra cuspi-la. Levanto com os olhos ainda fechados pra evitar que o sol me machuque, e me ponho mais uma vez a decidir entre mijar e beber algo. Puta que pariu. Que noite. Não tem como ter sido ruim, não me lembro de porra nenhuma. Pelo menos não depois de termos matado aquela Jose Cuervo, tequila filha da puta, cara. Mas enfim, metade da garrafa de água tomou seu rumo pra dentro de mim, e quase o triplo disso, para fora. 

Pelo menos meus queridos companheiros não se perderam… Chave, carteira e celular. Sobrevivi a mais uma noite de sexta… Coloco meu celular num local onde tem área (diga-se de passagem, são pouquíssimos, porque essa porra de Tim é uma merda). E tomo meu caminho de volta para a cama. 

Ao adentrar meu quarto, não consigo disfarçar o sorriso em meu rosto. Isso está se tornando um pouco corriqueiro… Uma menina desconhecida deitada de bruços em minha cama. Quase como um déjà-vu… Gostaria de lembrar o que fizemos, mas é bem provável que o que quer que seja, será feito de de novo … Mas porra, que bunda linda. Que vontade de…

Sento-me ao lado dela, acaricio levemente sua nádega esquerda, num peculiar sinal, provavelmente de nascença…  Que bundinha gostosa… Ela balbucia alguns sons, o que de modo nenhum, me fará parar… O carinho começa a se concentrar em um local, um tanto quanto, mais prazeroso. 

Primeiro, usando apenas a ponta do dedo, tangencio-a levemente, fazendo-a transbordar alguns suspiros mais despertos de sua boca. Depois, um penetrar suave, agora, já arrancando gemidos mais cientes do que está acontecendo. E por último, não mais usaria as mãos, afasto suas pernas… E ela já implorando pelo continuar, dobra um de seus joelhos para o lado. Após esse momento… Apenas o sexo, em sua mais pura forma. Aquele lindo e inocente rosto, se entregando ao que não consegue controlar. A paixão.

Adoro presenciar o exato instante em que você pode ver nos olhos daquela que, para todos os outros, é uma inocente menina, que ela deseja loucamente seu corpo, seu cheiro, seu sexo. 

Tudo externo se cala. Nada mais importa. Apenas a vontade mútua de continuar aquele delicioso ato… 

Que iniciar de sábado.

-rafa Jordão

                

Ainda de madrugada, desperto perante um forte cheiro de cigarro. Ao lado de minha cama, quase uma maço inteiro tornado em guimbas. Maioria delas, com um batom fortemente vermelho. Porém, ninguém ao meu lado. Não sou fumante, devo tê-la acompanhado, só pra brincar com a fumaça. Da sala, uma luz, provavelmente eu deixei o notebook ligado tocando uma música. 

Que festa foi aquela ontem. Pensei que não acabaria. Acho que nunca tive doze horas tão fodas. Descobri um novo estágio de viagem. O entrelaçar da eletrônica com aquela enorme quantidade álcool em meu organismo, fez algo diferente. Foi foda. Lembro vagamente da gente voltando… Lembro-me de mais três pessoas comigo. Um brother, e duas meninas. Eu acho. 

Aparentemente, a festa terminou bem… 

Marcas de batom e mordidas por toda a extensão do meu corpo. Não lembro muito bem dela, acho que ela estava de azul, mas não consigo lembrar direito. Sei que a achei linda. Enfim, só não entendo o porquê de ir embora antes do sol… Uma pena, seria um café da manhã maravilhoso. Acho que melhor do que acordar com marcas de batom em seu membro, só acordar com elas sendo feitas. Essa fantasia ainda tenho que providenciar. Mas uma coisa de cada vez.

Levanto-me, ainda meio tonto, porém sem dor de cabeça. Ao sair do quarto, vejo uma menina sentada em meu antro de paz (Minha cadeira, localizada em frente ao notebook), com meu headphone, olhos fechados e a cabeça encostada para trás, fazendo movimentos singularmente aleatórios com uma das mãos. Como se estivesse a seguir o som de alguma música. Marolando…

E perante um abrir de olhos, num dado segundo, ela me vê, ainda na porta do quarto, sorrindo e a olhando. Ela da um sorriso um tanto quanto envergonhado, leva suas mãos ao teclado, provavelmente no intuito de pausar algo, retira o fone e diz… “Ah, para… Chico Buarque me faz viajar.”

Pronto, nada mais precisava acontecer. Ela, naquele exato momento, era completamente perfeita. Permaneço alguns segundos apenas a admirando… Tentem entender… Cabelos azuis, em um contraste lindo com o branco de sua pele, peitos que palavras não seriam dignos de descrever e como a cereja do bolo, um piercing em seu mamilo esquerdo… E ela, sentada em minha sala, usando apenas uma calcinha. Na boa, só acredito que aquilo era verdade, porque minha imaginação não seria capaz de produzir algo tão perfeito.

Ela deixa a música e vem em minha direção… Meu querido Deus, desculpe usar teu nome nesse momento, mas ela é a prova inquestionável da sua existência… Puta que pariu. Seu corpo se fazia ainda mais bonito ao se levantar, seus seios, ao se aproximarem de mim, apenas se faziam mais deliciosos.

Ela coloca uma mão em meu pênis, a outra em meu peito, e de um modo tão suave, aproxima seus lábios aos meus. Deslizo uma das mãos para dentro de sua calcinha ao mesmo tempo em que a outra segura seus cabelos, e quando procuro por seus lábios, ela os retira. Intento falar, mas ela coloca seu dedo sobre minha boca, e diz… 

“Vamos para a cama.”

Sorrio, ela entra na frente. E já sabendo a resposta, pergunta se não vou… Peço pra esperar um segundo… Desconecto o fone, e deixo a música rolar. Entro, e a deixo pintar meu corpo com suas vontades. 

Eu podia morrer naquela manhã de sábado. Eu ficaria feliz em terminar minha existência depois de ter vislumbrado aquela linda tela azul e vermelha.

-rafa Jordão

Encontro-me há poucos segundos acordado. E perante uma corriqueira ereção matinal, conto os quadrados que preenchem o teto do meu quarto. 

Mais uma manhã se faz com essa menininha deitada ao meu lado, dessa vez, com uma calcinha que me deixa louco, uma renda vermelha, quase transparente e parecida com um shortinho… Usando isso apenas, ela descansa seu rosto contra meu ombro. 

Não tenho muita certeza da sequência cronológica dos eventos que marcaram a noite de ontem. Mas acredito que não tenha sido algo ruim, afinal, o sol já começou a entrar por minha janela, e ela nem sequer se mexeu. 

Meu ventilador, levando a cadeira em que está em cima a balançar, insiste em fazer um som uniformemente perturbador, e como se não fosse suficiente, cumpre porcamente o seu objetivo original… Acredito de verdade, que não é por causa do vento (se é que essa brisa irregular pode ser chamada de tal), mas sim por causa desse escroto e incessante barulho que os mosquitos se encontram longe de minha pele. 

Com o meu braço já dormente, encosto meus lábios nos dela, deixando pequenos sussurros chegarem aos seus ouvidos, para que ela acorde levemente, uma vez que agora, já posso mijar. Ela nem abre os olhos, apenas resmunga sons aleatórios e vira para o outro lado, e assim, eu retiro meu braço. 

Levanto, sem roupas como de costume, e vou ao banheiro. Está um sol muito forte lá fora. Ela daqui a pouco vai levantar, não vai suportar ficar no quarto com aquelas periódicas e ínfimas brisas contra o calor que está fazendo. Tomo um banho, único jeito de me refrescar. Ainda de toalha, volto ao quarto, ela incrivelmente está coberta, não entendo. Sento-me a beira da cama, ainda muito molhado, e sem intenção alguma de me secar. Acaricio sua perna, “que pele gostosa”. Levanto de novo, coloco minha toalha na porta, jogo o desodorante contra minha pele e um pouco do perfume, alguns minutos passam enquanto eu observo as coisas que guardo em meu pequeno “espaço de lembranças” dentro do armário. E ainda antes de eu conseguir colocar um short, ela me abraça por trás, beija meu pescoço, suspira, e diz… “Adoro seu perfume”… Sabia que ela falaria isso. Mas não me canso de ouvir. 

Coloco minha mão sobre a dela, que por sua vez está a acariciar meu peito, e a levo pela minha barriga, num movimento que ela completaria. Dessa vez, a respiração mais forte viria de mim… Não tenho noção do tempo que se passou conosco brincando daquele jeito, se foram poucos segundos ou longos minutos, não possuo a capacidade de dizer. Viro para trás, a jogo na cama. Um sorriso se faz em seu rosto, deixando transbordar assim, todas as segundas e terceiras intenções, que aquele, aparentemente simples abraço, teria. 

Após algumas coisinhas safadinhas, ela me chama para tomar banho… Eu a deixo ir à frente, deito em minha cama, e termino de contar os quadrados… Passados alguns segundos, ela me grita do banheiro, pedindo minha presença. A peço pra esperar, levanto, pego minha toalha, e sento no notebook… Já estava ligado, acho que saí com pressa ontem, provavelmente ela me xingando do quarto, querendo que parasse de escrever e fosse para lá… Ela abre a porta do banheiro esboçando uma cara um tanto quanto estressada, me olha, e eu pergunto o que foi?… Adoro me fazer de desentendido, ainda mais ela estando completamente pelada, molhada e com essa cara que me apaixona… Nada como seus seios a minha vista e seus olhos a me devorarem… Sorrio muito sarcasticamente para ela, que por sua vez, vira para trás… Digo que já vou, acho que ela já está no limite… Ela fecha a porta, mal pude vislumbrar aquela bundinha linda, vou ao banheiro, abro, e ela com a bochecha cheia, me cospe água… Puta que pariu… E eu achando que estava controlando a situação… Ela não para de rir da minha cara, e eu, ainda tentando decidir entre puto e desacreditado, a agarro, a pressiono na parede, beijo seu pescoço, e segurando suas duas mãos para o alto… Cuspo nela também… Ela intenta falar, mas a impeço por meio de mãos e mordidas, a brincadeira se torna uma pouco mais interessante, calando assim as palavras, e abrindo espaço para suspiros e olhares.

Como sempre, deixo-a sair do banho antes de mim. Fico por ali mais alguns minutos, aproveitando a água e tentando descobrir o porquê de uma menina assim estar comigo. E como sempre, não sou capaz de fazê-lo. Ela interrompe meu inútil, porém sempre repetido, momento de reflexão, chamando-me para o quarto. Para assim, iniciarmos uma nova sequência de eventos, no entanto agora, para serem completa e detalhadamente lembrados.

Mais uma manhã de sábado.

-rafa Jordão

Um cabelo preso de um modo diferente. Um primeiro beijo. Dois corpos a deitar juntos. Uma separação. Lágrimas a tocar o chão. Tristeza. Felicidade. Revolta. Indiferença. Saudade. Reencontro. Lembranças. Amor. Palavras. Insuficiente. Verdade. Verdade. Verdade. Olhares perdidos. Socos distribuídos às paredes. Perguntas. Perguntas. Brigas. Sem sentido. Não quero mais sentir. Sem ti. Quero nada. Quero não mais o que uma vez desejava. Porque as coisas tinham que mudar? Por quê? Isso é maldade. Isso é demais pra mim. Mais que isso. Uma distância. Flores secas. Apenas um caminho. Uma saudade de algo que não mais existe. De uma pessoa que não mais me quer.

-rafa Jordão

Com uma enorme dor de cabeça, tento abrir meus olhos. Mal enxergo a garrafa de água que trouxe comigo de madrugada. Levanto ainda meio tonto. E quando olho para trás, vejo um desenho de um corpo sob minha coberta. Retiro-a, e ali está, uma garota que nunca havia visto. Pelo menos não me recordo. Sigo minha odisseia até o banheiro. E com a água gelada chegando a machucar, lavo meu rosto. Lá fora, uma forte chuva insiste em cair. Espero um pouco para conseguir mijar. Jogo um bocado da água que se encontrava na garrafa em minha boca. Dessa vez, menos gelada. Volto ao quarto. E fico em pé por alguns minutos, tentando lembrar-me daquela bundinha linda que se encontra em minha cama. Não consigo. Não sei quem é. Provavelmente a conheci ontem. Mas não me lembro de muita coisa após duas da manhã. Lembro-me do bar. Dos amigos. Da cerveja, da tequila, de uma garota, mas não ela. Talvez uma amiga dela, quem sabe? Coloco meu joelho sobre a cama, aperto sua bunda. Meu Deus, que sensação maravilhosa. Que bundinha perfeita, nem flácida, nem muito dura, perfeita. Permaneço alguns segundos acariciando-a, e volto a ficar de pé. Ela nem ao menos esboçou que acordaria… Apenas um sorriso se fez em seu rosto.

E ela, usando apenas uma blusa minha, que provavelmente insistiu que eu emprestasse, para que assim ela pudesse ficar mais a vontade… (O velho golpe…) Não sei se tentei algo com ela ontem, provavelmente não. Não consigo fazer isso. Ela deve ter se insinuado para mim. Não que eu seja algo demais, mas hoje em dia nem é preciso tanto. Uma garota tão meiga. Com essas perninhas lindas. Como serão seus peitos?… Seus mamilos… Tenho uma curiosidade tão grande sobre isso… Devem ser marrons. Nem muito grandes, nem muito pequenos, o tamanho perfeito para morder. 

Afinal, ela tem a pele morena, cabelos longos, com leves ondulações e possuidores de um castanho bem escuro. E seus olhos, ainda indecisos entre o verde e o mel. Quase como uma índia, porém muito mais linda.

Deito-me um pouco ao seu lado, obviamente sem conseguir dormir, tentando desesperadamente me lembrar da noite que se passou. Inutilmente, porém. Nenhuma singular lembrança volta a mim. Talvez quando ela acordar. Qual será o nome dela. Será Clarisse?… Talvez, não sei. Camila?… Não, mas acho que é com “C”. Ou não, talvez um “M”, não sei. Enfim, me aproximo dela, tangencio minha barba em sua nuca, deslizando até seu ombro, mordo seu pescoço e beijo seu rosto. Que pele macia! Perfume delicioso. Não consigo entender como ela veio pra casa comigo. Deve ter bebido demais. Mas quem sou eu pra discutir?… Enquanto esse lindo rosto e essa bundinha estiverem em minha cama, não tenho do que reclamar. 

Não sei que horas são. Levanto-me, vou até a sala, meu celular desligado, provavelmente sem bateria… Coloco-o pra carregar. Ligo o computador. Sento-me, mal posso vê-la daqui… Mudo a cadeira de lugar, para ter como minha vista, suas lindas pernas juntas de suas costas.

E quase como de costume, me ponho a escrever. São oito e pouca da manhã, está explicado o sono tão profundo da menina da bundinha perfeita. Acho esse momento um pouco irônico… Algo tão desejado em minha cama, e mesmo assim, estou eu aqui, sentado no computador, admirando-a, como as fotos em meu notebook. Não sei por que perco o sono tão rápido… Não sei por que não tenho tanto interesse quanto os outros no sexo puramente instintivo. Gosto de sentimentos trocados… Gosto de fazer amor. Muito brega, gay, eu sei, mas foda-se. Eu gosto, fazer o que!?… 

Mas enfim, ela se virou em minha cama, tadinha, deve estar exausta… Vou até o quarto, e a cubro por causa da brisa gelada que está a entrar. Ela, por frações de segundos, esboça uma vontade de me puxar para cama, eu seguro suas mãos, sento ao seu lado, ela adormece… E eu, volto a escrever. Pelo menos pude confirmar minha suspeita… Com minha blusa tão cortada, pude vislumbrar seus maravilhosos peitos, e assim, seus mamilos. Marrons, e médios. Perfeitos. Assim como o formato de seus seios. Pequenos, ao encaixe de minhas mãos, e firmes, como é de se esperar de uma menina, pouco mais nova que eu. Ela deve ter uns dezoito, talvez menos, parece menos, mas quem sou eu pra perguntar… Melhor continuar assim. 

Pra variar um pouco, nada mais que pães e mortadelas de café da manhã. Por enquanto tudo bem. Não estou com fome. Acho que esta menina me foi suficiente. Até seus pés são perfeitos. Pequenos, deve calçar uns 33/34, 35/36 no máximo… Não importa, são lindos. 

Vão dar nove horas. Uma manhã de sábado. Acho que não irei sair de casa hoje. Com essa chuva e aquela bundinha em minha cama, por mim eu só saia no outro sábado. Mas ela provavelmente não procura o mesmo que eu. Não procura ficar juntinho. Completamente pelados, debaixo da coberta. Provavelmente não gosta do banho tão quente quanto o meu. Talvez ela não queira tanto carinho. Talvez eu seja apenas uma outra manhã de sábado para ela. Mas quem sabe?… Apenas ela poderá dizer, e estou disposto a ser usado, quero descobrir se tem algo mais do que simplesmente um corpinho do jeitinho que eu gosto. Espero que ela não goste de chuva, assim, ela ficará até mais tarde. 

Volto a sentir um pouco de sono, acho que vou tomar um banho e me deitar. Olho para a cama, e ela está sentada, maquiagem um tanto quanto borrada, olhos ainda fechados. Ela se levanta, sorri, e passando por mim, diz… “Bom dia moreco.”… E vai em direção ao banheiro, como se fosse sua própria casa. E eu, um pouco surpreso, sorrio, achando engraçado o nome que ela usou… Diferente, mas estranhamente familiar, deve ser uma brincadeira de ontem… E apreciando aquela poupa de sua deliciosa bundinha, a qual a minha blusa não cobre completamente, volto a escrever… 

E ela, ainda do banheiro, pergunta o que estou escrevendo… E eu sorrindo, respondo… “Uma história… Quem sabe, de amor.”.

Talvez, em meio a esse brilho eterno de uma mente sem lembranças, um novo amor se faça.

-rafa Jordão

                                      

Desejava reciprocidade em sua mais pura forma. Que nossas vidas pudessem ter caminhado juntas, sem o divergir de nossas mentes.

Esperava também, que apenas lágrimas de felicidade se permitissem ser derramadas. No entanto, se as de tristeza tivessem que tocar o chão, que essas fossem seguidas do abrir dos olhos após um pesadelo.

Gostaria de poder tê-la visto sempre a sorrir. Porque eu não aguentaria estar ao seu lado, sendo o motivo do seu pranto. 

Hoje, anos depois. Com tudo que passei… 

Desejo apenas poder amar de novo. 

Espero que derrame lágrimas por mim, e que junto às de tristeza, eu esteja para consola-la. E se o pranto insistir a te correr, que eu possa ter lhe feito vivenciar momentos de felicidade. Que eu possa agora, ser uma pequena parte da sua história, da qual lembrará com carinho. 

Gostaria que você pudesse não muitos anos depois, ter de novo, junto a ti, uma pessoa que a faça sorrir. E que nos momentos difíceis, ela possa estar.

-rafa Jordão