MioJo com Pipoca

Things that I can't keep just for myself.

Não venho aqui faz tempo e minha última postagem foi de despedida, e deixei o link do blog. Mas parei de escrever lá também. Achei mais lógico ficar só com uma página no facebook. Os textos não são os mesmos que os antigos. Ainda os tenho e de vez em quando sai algo no estilo, mas tenho escrito o que vem a mente. Se quiserem dar uma olhada, deixarei o link. Espero um dia voltar com uma postagem de diculgação do livrinho originado dos textos que comecei a escrever aqui.

https://www.facebook.com/cronicasdeumbebadoqualquer

Rafael L. Jordão

Então, estou pra fazer isso há um tempo, mas estava com preguiça. O Tumblr me foi útil por um bom período, mas não supre mais todas minhas “necessidades”.

Fui para o Blogger… Se quiserem continuar lendo o que escrevo, colocarei o link abaixo. Até mais ^^

http://miojocompipoca.blogspot.com.br/?zx=f5b70a282f5b39a6

Não posso classificar esse momento como nada menos que perfeito. Estamos jantando, em meio a amigos e etc. E ela ao meu lado, descansando sua mão dentro de minha calça, acariciando meu membro. Suave, com uma expressão corriqueira em seu rosto, tratando aquele instante, como o que é pra nós: Um simples acariciar de corpos. 

Não sei como algumas pessoas ainda tratam isso como algo feio ou de baixo pudor. São dois indivíduos com sentimentos um pelo outro, trocando concretizações de suas paixões. O mesmo que um beijo, ou um cafuné. Enfim, as pessoas ainda são muito presas a dogmas…

Não posso negar, não há carinho que me acalme mais. O meu dia pode ter sido horrível, mas se quando eu chegar em casa, ela sentar comigo, e sem que eu precise expressar qualquer tipo de vontade, abre o botão de minha veste, desce o zíper e deita sua mão sobre meu pênis, revezando entre minhas bolas e o próprio… Pronto, nada mais tem importância. Ela acabou completamente com meu estresse.

Eu olho para seu rosto, e ela entende que aquele singular olhar diz o quanto és perfeita pra mim. Ela me entende de modo tão completo. Palavras seriam supérfluas nesse instante… A partir disso, apenas carícias e suas recíprocas, provando para o outro, o quanto nos gostamos. 

Não entendo como ainda existem pessoas que tratam coisas assim, como vulgar… É lindo.

-rafa Jordão

A manhã se inicia com o latejar de minhas cabeças, uma implorando por água, e a outra, implorando pra cuspi-la. Levanto com os olhos ainda fechados pra evitar que o sol me machuque, e me ponho mais uma vez a decidir entre mijar e beber algo. Puta que pariu. Que noite. Não tem como ter sido ruim, não me lembro de porra nenhuma. Pelo menos não depois de termos matado aquela Jose Cuervo, tequila filha da puta, cara. Mas enfim, metade da garrafa de água tomou seu rumo pra dentro de mim, e quase o triplo disso, para fora. 

Pelo menos meus queridos companheiros não se perderam… Chave, carteira e celular. Sobrevivi a mais uma noite de sexta… Coloco meu celular num local onde tem área (diga-se de passagem, são pouquíssimos, porque essa porra de Tim é uma merda). E tomo meu caminho de volta para a cama. 

Ao adentrar meu quarto, não consigo disfarçar o sorriso em meu rosto. Isso está se tornando um pouco corriqueiro… Uma menina desconhecida deitada de bruços em minha cama. Quase como um déjà-vu… Gostaria de lembrar o que fizemos, mas é bem provável que o que quer que seja, será feito de de novo … Mas porra, que bunda linda. Que vontade de…

Sento-me ao lado dela, acaricio levemente sua nádega esquerda, num peculiar sinal, provavelmente de nascença…  Que bundinha gostosa… Ela balbucia alguns sons, o que de modo nenhum, me fará parar… O carinho começa a se concentrar em um local, um tanto quanto, mais prazeroso. 

Primeiro, usando apenas a ponta do dedo, tangencio-a levemente, fazendo-a transbordar alguns suspiros mais despertos de sua boca. Depois, um penetrar suave, agora, já arrancando gemidos mais cientes do que está acontecendo. E por último, não mais usaria as mãos, afasto suas pernas… E ela já implorando pelo continuar, dobra um de seus joelhos para o lado. Após esse momento… Apenas o sexo, em sua mais pura forma. Aquele lindo e inocente rosto, se entregando ao que não consegue controlar. A paixão.

Adoro presenciar o exato instante em que você pode ver nos olhos daquela que, para todos os outros, é uma inocente menina, que ela deseja loucamente seu corpo, seu cheiro, seu sexo. 

Tudo externo se cala. Nada mais importa. Apenas a vontade mútua de continuar aquele delicioso ato… 

Que iniciar de sábado.

-rafa Jordão

                

Ainda de madrugada, desperto perante um forte cheiro de cigarro. Ao lado de minha cama, quase uma maço inteiro tornado em guimbas. Maioria delas, com um batom fortemente vermelho. Porém, ninguém ao meu lado. Não sou fumante, devo tê-la acompanhado, só pra brincar com a fumaça. Da sala, uma luz, provavelmente eu deixei o notebook ligado tocando uma música. 

Que festa foi aquela ontem. Pensei que não acabaria. Acho que nunca tive doze horas tão fodas. Descobri um novo estágio de viagem. O entrelaçar da eletrônica com aquela enorme quantidade álcool em meu organismo, fez algo diferente. Foi foda. Lembro vagamente da gente voltando… Lembro-me de mais três pessoas comigo. Um brother, e duas meninas. Eu acho. 

Aparentemente, a festa terminou bem… 

Marcas de batom e mordidas por toda a extensão do meu corpo. Não lembro muito bem dela, acho que ela estava de azul, mas não consigo lembrar direito. Sei que a achei linda. Enfim, só não entendo o porquê de ir embora antes do sol… Uma pena, seria um café da manhã maravilhoso. Acho que melhor do que acordar com marcas de batom em seu membro, só acordar com elas sendo feitas. Essa fantasia ainda tenho que providenciar. Mas uma coisa de cada vez.

Levanto-me, ainda meio tonto, porém sem dor de cabeça. Ao sair do quarto, vejo uma menina sentada em meu antro de paz (Minha cadeira, localizada em frente ao notebook), com meu headphone, olhos fechados e a cabeça encostada para trás, fazendo movimentos singularmente aleatórios com uma das mãos. Como se estivesse a seguir o som de alguma música. Marolando…

E perante um abrir de olhos, num dado segundo, ela me vê, ainda na porta do quarto, sorrindo e a olhando. Ela da um sorriso um tanto quanto envergonhado, leva suas mãos ao teclado, provavelmente no intuito de pausar algo, retira o fone e diz… “Ah, para… Chico Buarque me faz viajar.”

Pronto, nada mais precisava acontecer. Ela, naquele exato momento, era completamente perfeita. Permaneço alguns segundos apenas a admirando… Tentem entender… Cabelos azuis, em um contraste lindo com o branco de sua pele, peitos que palavras não seriam dignos de descrever e como a cereja do bolo, um piercing em seu mamilo esquerdo… E ela, sentada em minha sala, usando apenas uma calcinha. Na boa, só acredito que aquilo era verdade, porque minha imaginação não seria capaz de produzir algo tão perfeito.

Ela deixa a música e vem em minha direção… Meu querido Deus, desculpe usar teu nome nesse momento, mas ela é a prova inquestionável da sua existência… Puta que pariu. Seu corpo se fazia ainda mais bonito ao se levantar, seus seios, ao se aproximarem de mim, apenas se faziam mais deliciosos.

Ela coloca uma mão em meu pênis, a outra em meu peito, e de um modo tão suave, aproxima seus lábios aos meus. Deslizo uma das mãos para dentro de sua calcinha ao mesmo tempo em que a outra segura seus cabelos, e quando procuro por seus lábios, ela os retira. Intento falar, mas ela coloca seu dedo sobre minha boca, e diz… 

“Vamos para a cama.”

Sorrio, ela entra na frente. E já sabendo a resposta, pergunta se não vou… Peço pra esperar um segundo… Desconecto o fone, e deixo a música rolar. Entro, e a deixo pintar meu corpo com suas vontades. 

Eu podia morrer naquela manhã de sábado. Eu ficaria feliz em terminar minha existência depois de ter vislumbrado aquela linda tela azul e vermelha.

-rafa Jordão

Encontro-me há poucos segundos acordado. E perante uma corriqueira ereção matinal, conto os quadrados que preenchem o teto do meu quarto. 

Mais uma manhã se faz com essa menininha deitada ao meu lado, dessa vez, com uma calcinha que me deixa louco, uma renda vermelha, quase transparente e parecida com um shortinho… Usando isso apenas, ela descansa seu rosto contra meu ombro. 

Não tenho muita certeza da sequência cronológica dos eventos que marcaram a noite de ontem. Mas acredito que não tenha sido algo ruim, afinal, o sol já começou a entrar por minha janela, e ela nem sequer se mexeu. 

Meu ventilador, levando a cadeira em que está em cima a balançar, insiste em fazer um som uniformemente perturbador, e como se não fosse suficiente, cumpre porcamente o seu objetivo original… Acredito de verdade, que não é por causa do vento (se é que essa brisa irregular pode ser chamada de tal), mas sim por causa desse escroto e incessante barulho que os mosquitos se encontram longe de minha pele. 

Com o meu braço já dormente, encosto meus lábios nos dela, deixando pequenos sussurros chegarem aos seus ouvidos, para que ela acorde levemente, uma vez que agora, já posso mijar. Ela nem abre os olhos, apenas resmunga sons aleatórios e vira para o outro lado, e assim, eu retiro meu braço. 

Levanto, sem roupas como de costume, e vou ao banheiro. Está um sol muito forte lá fora. Ela daqui a pouco vai levantar, não vai suportar ficar no quarto com aquelas periódicas e ínfimas brisas contra o calor que está fazendo. Tomo um banho, único jeito de me refrescar. Ainda de toalha, volto ao quarto, ela incrivelmente está coberta, não entendo. Sento-me a beira da cama, ainda muito molhado, e sem intenção alguma de me secar. Acaricio sua perna, “que pele gostosa”. Levanto de novo, coloco minha toalha na porta, jogo o desodorante contra minha pele e um pouco do perfume, alguns minutos passam enquanto eu observo as coisas que guardo em meu pequeno “espaço de lembranças” dentro do armário. E ainda antes de eu conseguir colocar um short, ela me abraça por trás, beija meu pescoço, suspira, e diz… “Adoro seu perfume”… Sabia que ela falaria isso. Mas não me canso de ouvir. 

Coloco minha mão sobre a dela, que por sua vez está a acariciar meu peito, e a levo pela minha barriga, num movimento que ela completaria. Dessa vez, a respiração mais forte viria de mim… Não tenho noção do tempo que se passou conosco brincando daquele jeito, se foram poucos segundos ou longos minutos, não possuo a capacidade de dizer. Viro para trás, a jogo na cama. Um sorriso se faz em seu rosto, deixando transbordar assim, todas as segundas e terceiras intenções, que aquele, aparentemente simples abraço, teria. 

Após algumas coisinhas safadinhas, ela me chama para tomar banho… Eu a deixo ir à frente, deito em minha cama, e termino de contar os quadrados… Passados alguns segundos, ela me grita do banheiro, pedindo minha presença. A peço pra esperar, levanto, pego minha toalha, e sento no notebook… Já estava ligado, acho que saí com pressa ontem, provavelmente ela me xingando do quarto, querendo que parasse de escrever e fosse para lá… Ela abre a porta do banheiro esboçando uma cara um tanto quanto estressada, me olha, e eu pergunto o que foi?… Adoro me fazer de desentendido, ainda mais ela estando completamente pelada, molhada e com essa cara que me apaixona… Nada como seus seios a minha vista e seus olhos a me devorarem… Sorrio muito sarcasticamente para ela, que por sua vez, vira para trás… Digo que já vou, acho que ela já está no limite… Ela fecha a porta, mal pude vislumbrar aquela bundinha linda, vou ao banheiro, abro, e ela com a bochecha cheia, me cospe água… Puta que pariu… E eu achando que estava controlando a situação… Ela não para de rir da minha cara, e eu, ainda tentando decidir entre puto e desacreditado, a agarro, a pressiono na parede, beijo seu pescoço, e segurando suas duas mãos para o alto… Cuspo nela também… Ela intenta falar, mas a impeço por meio de mãos e mordidas, a brincadeira se torna uma pouco mais interessante, calando assim as palavras, e abrindo espaço para suspiros e olhares.

Como sempre, deixo-a sair do banho antes de mim. Fico por ali mais alguns minutos, aproveitando a água e tentando descobrir o porquê de uma menina assim estar comigo. E como sempre, não sou capaz de fazê-lo. Ela interrompe meu inútil, porém sempre repetido, momento de reflexão, chamando-me para o quarto. Para assim, iniciarmos uma nova sequência de eventos, no entanto agora, para serem completa e detalhadamente lembrados.

Mais uma manhã de sábado.

-rafa Jordão