Com uma enorme dor de cabeça, tento abrir meus olhos. Mal enxergo a garrafa de água que trouxe comigo de madrugada. Levanto ainda meio tonto. E quando olho para trás, vejo um desenho de um corpo sob minha coberta. Retiro-a, e ali está, uma garota que nunca havia visto. Pelo menos não me recordo. Sigo minha odisseia até o banheiro. E com a água gelada chegando a machucar, lavo meu rosto. Lá fora, uma forte chuva insiste em cair. Espero um pouco para conseguir mijar. Jogo um bocado da água que se encontrava na garrafa em minha boca. Dessa vez, menos gelada. Volto ao quarto. E fico em pé por alguns minutos, tentando lembrar-me daquela bundinha linda que se encontra em minha cama. Não consigo. Não sei quem é. Provavelmente a conheci ontem. Mas não me lembro de muita coisa após duas da manhã. Lembro-me do bar. Dos amigos. Da cerveja, da tequila, de uma garota, mas não ela. Talvez uma amiga dela, quem sabe? Coloco meu joelho sobre a cama, aperto sua bunda. Meu Deus, que sensação maravilhosa. Que bundinha perfeita, nem flácida, nem muito dura, perfeita. Permaneço alguns segundos acariciando-a, e volto a ficar de pé. Ela nem ao menos esboçou que acordaria… Apenas um sorriso se fez em seu rosto.
E ela, usando apenas uma blusa minha, que provavelmente insistiu que eu emprestasse, para que assim ela pudesse ficar mais a vontade… (O velho golpe…) Não sei se tentei algo com ela ontem, provavelmente não. Não consigo fazer isso. Ela deve ter se insinuado para mim. Não que eu seja algo demais, mas hoje em dia nem é preciso tanto. Uma garota tão meiga. Com essas perninhas lindas. Como serão seus peitos?… Seus mamilos… Tenho uma curiosidade tão grande sobre isso… Devem ser marrons. Nem muito grandes, nem muito pequenos, o tamanho perfeito para morder.
Afinal, ela tem a pele morena, cabelos longos, com leves ondulações e possuidores de um castanho bem escuro. E seus olhos, ainda indecisos entre o verde e o mel. Quase como uma índia, porém muito mais linda.
Deito-me um pouco ao seu lado, obviamente sem conseguir dormir, tentando desesperadamente me lembrar da noite que se passou. Inutilmente, porém. Nenhuma singular lembrança volta a mim. Talvez quando ela acordar. Qual será o nome dela. Será Clarisse?… Talvez, não sei. Camila?… Não, mas acho que é com “C”. Ou não, talvez um “M”, não sei. Enfim, me aproximo dela, tangencio minha barba em sua nuca, deslizando até seu ombro, mordo seu pescoço e beijo seu rosto. Que pele macia! Perfume delicioso. Não consigo entender como ela veio pra casa comigo. Deve ter bebido demais. Mas quem sou eu pra discutir?… Enquanto esse lindo rosto e essa bundinha estiverem em minha cama, não tenho do que reclamar.
Não sei que horas são. Levanto-me, vou até a sala, meu celular desligado, provavelmente sem bateria… Coloco-o pra carregar. Ligo o computador. Sento-me, mal posso vê-la daqui… Mudo a cadeira de lugar, para ter como minha vista, suas lindas pernas juntas de suas costas.
E quase como de costume, me ponho a escrever. São oito e pouca da manhã, está explicado o sono tão profundo da menina da bundinha perfeita. Acho esse momento um pouco irônico… Algo tão desejado em minha cama, e mesmo assim, estou eu aqui, sentado no computador, admirando-a, como as fotos em meu notebook. Não sei por que perco o sono tão rápido… Não sei por que não tenho tanto interesse quanto os outros no sexo puramente instintivo. Gosto de sentimentos trocados… Gosto de fazer amor. Muito brega, gay, eu sei, mas foda-se. Eu gosto, fazer o que!?…
Mas enfim, ela se virou em minha cama, tadinha, deve estar exausta… Vou até o quarto, e a cubro por causa da brisa gelada que está a entrar. Ela, por frações de segundos, esboça uma vontade de me puxar para cama, eu seguro suas mãos, sento ao seu lado, ela adormece… E eu, volto a escrever. Pelo menos pude confirmar minha suspeita… Com minha blusa tão cortada, pude vislumbrar seus maravilhosos peitos, e assim, seus mamilos. Marrons, e médios. Perfeitos. Assim como o formato de seus seios. Pequenos, ao encaixe de minhas mãos, e firmes, como é de se esperar de uma menina, pouco mais nova que eu. Ela deve ter uns dezoito, talvez menos, parece menos, mas quem sou eu pra perguntar… Melhor continuar assim.
Pra variar um pouco, nada mais que pães e mortadelas de café da manhã. Por enquanto tudo bem. Não estou com fome. Acho que esta menina me foi suficiente. Até seus pés são perfeitos. Pequenos, deve calçar uns 33/34, 35/36 no máximo… Não importa, são lindos.
Vão dar nove horas. Uma manhã de sábado. Acho que não irei sair de casa hoje. Com essa chuva e aquela bundinha em minha cama, por mim eu só saia no outro sábado. Mas ela provavelmente não procura o mesmo que eu. Não procura ficar juntinho. Completamente pelados, debaixo da coberta. Provavelmente não gosta do banho tão quente quanto o meu. Talvez ela não queira tanto carinho. Talvez eu seja apenas uma outra manhã de sábado para ela. Mas quem sabe?… Apenas ela poderá dizer, e estou disposto a ser usado, quero descobrir se tem algo mais do que simplesmente um corpinho do jeitinho que eu gosto. Espero que ela não goste de chuva, assim, ela ficará até mais tarde.
Volto a sentir um pouco de sono, acho que vou tomar um banho e me deitar. Olho para a cama, e ela está sentada, maquiagem um tanto quanto borrada, olhos ainda fechados. Ela se levanta, sorri, e passando por mim, diz… “Bom dia moreco.”… E vai em direção ao banheiro, como se fosse sua própria casa. E eu, um pouco surpreso, sorrio, achando engraçado o nome que ela usou… Diferente, mas estranhamente familiar, deve ser uma brincadeira de ontem… E apreciando aquela poupa de sua deliciosa bundinha, a qual a minha blusa não cobre completamente, volto a escrever…
E ela, ainda do banheiro, pergunta o que estou escrevendo… E eu sorrindo, respondo… “Uma história… Quem sabe, de amor.”.
Talvez, em meio a esse brilho eterno de uma mente sem lembranças, um novo amor se faça.
-rafa Jordão